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Segurança no trânsito
   
 

Risco para criança sem cinto de segurança é 20 vezes maior, diz médico

Fadua Matuck - Globo Online

RIO - Hora de pegar o carro e levar as crianças para a escola. Muita atenção! Nem a pressa nem a proximidade do trajeto são motivos para os pais descuidarem da segurança dos filhos pequenos. Crianças até dez anos de idade só podem ser transportadas no banco traseiro e devem usar, individualmente, cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente, conhecido como cadeirinha infantil. De acordo com o artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro, transportar crianças em veículo automotor sem a observância das normas de segurança estabelecidas no código é considerada infração gravíssima. O motorista acumula sete pontos na carteira, pode ser multado em R$ 191,54 e ainda tem o veículo retido até que a irregularidade seja sanada.

Segundo o médico Alberto Sabbag, da Associação Brasileira de Medicina do Trânsito (Abramet), uma pesquisa recente feita na Europa mostrou que a probabilidade de uma criança transportada sem cinto de segurança ou cadeirinha ter ferimentos graves e até mesmo morrer em uma freada brusca ou colisão é de 60%. Na mesma situação, se a criança estiver usando um sistema de segurança adequado, essa probabilidade cai para 3%.

- O estudo mostra que o uso da cadeirinha e do cinto de segurança reduz drasticamente o risco de lesões graves e até de morte. A criança sai praticamente ilesa de uma situação de risco - explica.

Dr. Sabbag ressalta que os pais não podem ceder aos pedidos dos filhos para não usar a cadeirinha. Ele lembra que, de acordo com uma pesquisa americana, a maioria das lesões sofridas por crianças em acidentes automobilísticos são fruto da negligência dos pais.

- Os responsáveis devem disciplinar os filhos a usarem a cadeirinha sempre que entrarem no carro. Mesmo que o trajeto seja curto. Os pais não podem abrir exceção de maneira alguma. É a vida da criança que está em jogo - diz.

Além da dúvida quanto a que modelo usar - as cadeirinhas são divididas em cinco grupos, que variam de acordo com peso e altura da criança -, muitas vezes os pais também não sabem que marca escolher. O engenheiro do Programa de Análise de Produto do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) explica que os responsáveis devem escolher as marcas que já possuem certificação do Instituto Brasileiro de Qualificação e Certificação (IQB), órgão credenciado pelo Inmetro e habilitado a testar a segurança dos equipamentos.

- Esse certificado é a garantia que os pais têm de que o produto foi testado e oferece segurança a seus filhos - afirma

Para ajudar a conscientizar os pais da necessidade do uso da cadeirinha, a Associação Brasileira de Medicina do Trânsito (Abramet), em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) desenvolveu uma cartilha, que está disponível no site da Abramet ( http://www.abramet.org.br/campanhas/gestantescriancas.pdf).

 

   
 
 
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